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Como agir na crise?
 
Em meio à crise, uma montadora de veículos decide cortar a produção em 50% e colocar de férias coletivas 70% de sua força de trabalho na esperança de que o freio na produção esvazie os estoques. O mesmo acontece com uma mineradora, que coloca 1/3 de sua força de trabalho de férias, enquanto reduz os embarques de minério em 50%.

Embora seja inegável que esse movimento afete o resultado das grandes empresas, ações como essa costumam ser catastróficas para as pequenas e médias que, do dia para a noite, se percebem sem contratos, sem clientes, sem faturamento.

A crise da Vale, por exemplo, obrigou centenas de pequenas empresas, que forneciam para a mineradora, a encerrar suas atividades, muitas delas deixando até mesmo de pagar salários. O que a crise ensina?

As crises ensinam, quase sempre, a mesma lição: até mesmo uma pequena empresa precisa diversificar sua carteira de clientes, de modo a não manter todos os ovos na mesma cesta. Mas embora isso seja fácil de dizer, muitas vezes é difícil de fazer, pois há pequenas empresas que surgem praticamente com o objetivo de atender apenas um grande cliente.

O pequeno e médio empresário, no entanto, precisa começar a aprender estas lições, pois lições como estas costumam salvar vidas e empresas. Apenas perceba que, no Brasil, quando vivenciamos uma crise, é muito mais fácil uma grande empresa receber algum tipo de ajuda do que as pequenas e médias serem contempladas com algum programa de crédito que garanta sua sobrevivência. Isso porque as grandes empresas estão nas manchetes dos jornais, investem em propaganda, tem maior poder político.

Mas e as pequenas? As pequenas precisam aprender a ser espertas. E a esperteza começa pelo desenvolvimento de um planejamento inteligente o bastante para criar o plano B, o C, o D, e tantos quantos forem necessários para impedir que crises como a atual levem ao comprometimento dos negócios.

Os tempos estão mudando e as mudanças indicam, apenas, que a competição será cada vez mais intensa. Daí porque você vai precisar estar preparado. Nesta edição do Canal PME propomos que você faça um profundo auto-diagnóstico de sua empresa, das pessoas que atuam na sua empresa e das tecnologias que você usa, tudo isso visando entender melhor o seu negócio e suas alternativas.

As pequenas e médias empresas têm poucas vantagens quando comparadas às grandes, mas talvez a maior delas seja a capacidade de mudar de direção com uma rapidez que as grandes não têm. Você tem essa vantagem? Ou mesmo sendo pequeno é incapaz de mudar com a velocidade necessária? Mudar é a palavra chave.

Marisa Bravo
Diretora da e-Press Comunicação
mailto:marisa@epress.com.br

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